|
|
|
Origem do nome: ![]()
![]()
A libertação dos escravos em 1888, deixou sem ação os fazendeiros acostumados ao trabalho fácil e disciplinado da infeliz raça negra. Houve uma debandada geral dos escravos e a decadência econômica foi imediata.
![]() Foi na década de 50, com a partida do notável seresteiro Emérito Silva ("Merito"), que Joubert e José Borges assumiram, gradualmente, a liderança da serenata. José Borges formou-se advogado e Joubert professor de matemática.
![]() Trabalharam nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo. Nessa época as serenatas aconteciam apenas no período das férias escolares e nos feriados prolongados, porém diariamente. A casa onde hoje se localiza o Museu da Seresta e Serenata, tornou-se ponto de encontro dos seresteiros a partir da década de 60 e conserva sua forma original até hoje. Foi também nesta época que teve início o projeto "Em toda casa uma canção", idealizado por José Borges e Joubert, objetivando perpetuar nas fachadas das casas o nome dos compositores cujas canções são cantadas nas ruas de Conservatória preservando, assim, a alma lírica brasileira. A escolha da música, sempre de amor, é feita pelo morador. As placas não se repetem e o projeto foi concluído em Dez/2003, com 403 placas.
![]() É pela persistência e dedicação desses irmãos, apoiados por novos idealistas que, ao longo dos anos, juntaram-se aos dois, que o movimento musical vem resistindo até os dias de hoje. A serenata de Conservatória, começou a sensibilizar a imprensa na década de 50, mas foi o célebre jornalista Nestor de Holanda (companheiro de quartel do seresteiro Joubert), em 1967, no Jornal Diário de Notícias, criando a expressão "Vila das Ruas Sonoras", e a matéria da renomada revista O Cruzeiro, em 1968, que deram início a uma seqüência de reportagens que, mais adiante, mobilizou também a imprensa estrangeira. O resultado foi a vinda de um número cada vez maior de visitantes, abrindo espaço para a iniciativa privada e o desenvolvimento do distrito, transformando o turismo cultural na principal atividade econômica do lugar.
![]() O substancial número de turistas todos os finais de semana provocou modificações na serenata, que evoluiu do canto à janela da amada, no silêncio da madrugada, até a emocionante confraternização musical que acontece atualmente, pelas ruas do centro urbano, nas noites de sextas e sábados, a partir das 23:00h.
![]() Fiéis a tradição, os "cantadores" e "violeiros" apresentam-se sem qualquer ajuda de equipamento eletrônico, contando exclusivamente com a participação dos visitantes, seja para acompanhar na cantoria, ou para fazer silêncio, de forma que todos possam ouvir. Ao visitar Conservatória, descobre-se a diferença entre seresta e serenata: a primeira refere-se ao canto em ambiente fechado, a segunda, ao canto noturno, ao ar livre, sob o sereno, à luz das estrelas e do luar. É a serenata que diferencia Conservatória de qualquer outro lugar do país. Divulgações equivocadas, referem-se a Conservatória como "Cidade das Serestas" quando o mais correto seria "Cidade das Serestas e Serenatas", ou simplesmente "Capital da Serenata ", no dizer do jornalista Gianni Carta, em publicação na Inglaterra.
|

