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Ilustrações: fotos de Wagner Diló Costa Música de fundo: "Chuá Chuá", de Ary Pavão e Pedro Sá Pereira, na voz do seresteiro Antonio Carlos, de Campinas/SP |

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Deolinda Saraiva 27 de novembro de 2006
C omo um portal encantado Antonio Ribeiro 17 de dezembro de 2006 Céu limpo, azul, claro... Pequenas elevações... O verde das matas... Os vales... Os riachos serpenteando as terras... A brisa suave embalando as flores... A tranqüilidade, a harmonia e a beleza, tecem um quadro vivo, multicor, com o sol dourando as serras, onde o tempo parece parar, numa deslumbrante e muda sinfonia de uma força maior, da natureza!... À noite, o céu lindo, majestoso, mais parece um manto real, protegendo e engalanando a lua que, formosa e silente, flutua, reinando imponente pelo espaço, prateando as noites e as montanhas, cobrindo com o luar a imensidão!... Que lugar é esse?... Que fascínio incrível!... Que magia estranha!... O que é isso?... Tudo brilha em esplendoroso matiz... Será uma visão que só um sonho alcança?... E a brisa sussurrando então me diz: -"ENCONTRASTE O PARAÍSO!... É AQUI QUE DEUS DESCANSA!... ![]() Wagner Diló Costa 8 de fevereiro de 2007 És pequenina, singela, És poética. És todinha musical. A todos encantas, Com teus poetas, teus violeiros e cantores, com tuas serestas, compositores e saraus És faceira, és matreira. a todos tu envolves com teu cantar, basta ouvirem os acordes das violas misturando-se com os raios do luar. Vista de longe, do alto de tuas montanhas, tuas casinhas mais parecem contas de rosário derramadas num regaço verde e maternal. De madrugada, depois que cessa a cantoria dos seresteiros e cantadores, debruçando-se numa janela, pode-se ainda ouvir o lamento de saudade, um apito apaixonado de uma velha Maria Fumaça, que se põe a soluçar. Contam os mais antigos, a gente simples dessa terra, que tudo isso é porque, um dia, o infiel do maquinista a locomotiva abandonou. Foi cantar pra uma cigana, E por ela se apaixonou. Pela cigana abandonado, Hoje, vive querendo para a Maria Fumaça retornar. É por isso que, de madrugada, um pouco antes do sol nascer, e da última estrela fenecer, ainda pode-se ouvir um canto triste de um violeiro, que na beira dos trilhos, faz sonetos, rimas de encantar, tudo na tentativa do velho amor reconquistar. Faz versos lindos, quadras perfeitas, cheias de encantos, poesias envolvidas de lirismo e clamor. Com seu violão, vai dedilhando acordes perfeitos, sonatas, verdadeiros hinos de amor. Mas a Maria fica indiferente aos apelos do cantor que, um dia, pela cigana ele trocou. Mas pra seu consolo, na sua dor, o poeta sozinho não ficou. Chora também o seu pranto, um velho túnel esquecido pelo mesmo amor, que também um dia lhe deixou. Já faz tanto tempo, já faz anos, ele também não recebe, os suspiros perfumados, as carícias da fumaça, os apitos soluçados da velha locomotiva, que também, um dia, lhe amou. Conservatória, tua história e tuas serestas são Valquírias a nos atrair. Somos todos Ulisses, loucos navegadores do amor. Somos teus eternos poetas, cada um sofrendo a sua dor. Modesto Máximo 2 de março de 2007 A fortuna me chegou de maneira indireta: CONSERVATÓRIA é a musa deste MODESTO poeta. |

